Em espera! Parada no tempo,
Resto olhando o mar… Eternidade!
Exponho o rosto, ao passar do vento,
ausente na luta da verdade…
Sou pedra em estátua de perfil.
Lágrima presa, congelada em sal,
Sou nada! Resumo de tantos mil,
Saída encravada em escuro portal.
Sou espaço oco, só fachada!
Riso que soa ao amargo do chorar.
Nuvem de chuva, o Sol a tapar…
E sempre à espera de nada,
mergulho em coisa nenhuma!
Apertando a mão fechada
Retenho restos em espuma.
Já não sei limar arestas,
nem ensejo, tal fazer!
Se por entre o fumo há frestas,
há muito deixei de as ver!
E na farsa dos papéis,
onde também sou actriz,
deste palco colectivo,
desbaratei meus anéis.
pelo preço que não quis.
O meu querer ficou cativo…
Jesus Varela
Resto olhando o mar… Eternidade!
Exponho o rosto, ao passar do vento,
ausente na luta da verdade…
Sou pedra em estátua de perfil.
Lágrima presa, congelada em sal,
Sou nada! Resumo de tantos mil,
Saída encravada em escuro portal.
Sou espaço oco, só fachada!
Riso que soa ao amargo do chorar.
Nuvem de chuva, o Sol a tapar…
E sempre à espera de nada,
mergulho em coisa nenhuma!
Apertando a mão fechada
Retenho restos em espuma.
Já não sei limar arestas,
nem ensejo, tal fazer!
Se por entre o fumo há frestas,
há muito deixei de as ver!
E na farsa dos papéis,
onde também sou actriz,
deste palco colectivo,
desbaratei meus anéis.
pelo preço que não quis.
O meu querer ficou cativo…
Jesus Varela