Veio o entardecer! O Sol ao sair
para lá da linha do horizonte,
deixou ainda no rasto do seu ir,
nuvem doirada, em forma de bisonte…
Avoluma-se a solidão dos grandes nadas.
Guardados em espaços reduzidos.
Vêm de longe, risos e gargalhadas,
cruéis, ferir-me o silêncio dos ouvidos
e quebrar a paz das horas desejadas.
para lá da linha do horizonte,
deixou ainda no rasto do seu ir,
nuvem doirada, em forma de bisonte…
Avoluma-se a solidão dos grandes nadas.
Guardados em espaços reduzidos.
Vêm de longe, risos e gargalhadas,
cruéis, ferir-me o silêncio dos ouvidos
e quebrar a paz das horas desejadas.
Depois do desgaste de tantas emoções,
resto, a retorcer as mãos fechadas.
Impotente, caminho aos tropeções,
querendo ainda, alisar cadeias enleadas
e escancarar todos os portões…
Do relógio, arrasto na noite a lentidão!
Insone, leio no balanço onde me afundo:
o lento gastar do tempo em progressão;
a inutilidade da passagem neste mundo.
Tudo o que foi promessa, hoje é negação!
Estou cansada de ruínas sem sentido!
Farta de lutar por tudo e não ter nada...
Novo dia, dentro em pouco já vem vindo.
Soçobro no fruir de mais uma madrugada!
Jesus Varela