


Fotografias/ SentidamentePEDRAS
Rochas batidas pelo mar;
arredondados seixos, brinquedos das ondas;
rochedos sustentando serras e arribas;
pedregulhos maiores ou menores, espalhados por aí…
Semeadas, por anónimas vontades.
Perdidas em esperas infinitas.
Moldadas pelos acidentes da natureza.
Sem coração, sem olhar, sem alegria ou tristeza,
permanecem somente, no correr do tempo…
Testemunhas, nem sempre mudas, da nossa passagem!
Numa passividade petrificada,
perdurarão numa escala intemporal!
Pedras…
Antes de nós desde quando?
Depois de nós, até quando?
Pequenez do ser humano!
Tão curto o seu tempo!
Jesus Varela
(Dedico a uma amiga que entende o coração das pedras)