Pela janela aberta,
insinua-se o escuro da noite.
Precipitam-se sons das ausências.
As vidraças suam humidades tristes.
Reina silêncio perfumado
pelo brilho cadente das estrelas,
pelo mítico pretear da lua,
pela ténue claridade do candieiro
preso na esquina da rua.
As flores, recolhem pétalas
e sacodem voláteis aromas
a saturar o ar adormecido.
Aberta, a janela fita-me!
Apelo solidário,
oração extasiada
à deusa que habita a noite.
Jesus Varela
insinua-se o escuro da noite.
Precipitam-se sons das ausências.
As vidraças suam humidades tristes.
Reina silêncio perfumado
pelo brilho cadente das estrelas,
pelo mítico pretear da lua,
pela ténue claridade do candieiro
preso na esquina da rua.
As flores, recolhem pétalas
e sacodem voláteis aromas
a saturar o ar adormecido.
Aberta, a janela fita-me!
Apelo solidário,
oração extasiada
à deusa que habita a noite.
Jesus Varela