Sonhei! Que abraçava o infinito,
Saltava de estrela em estrela,
Acendia a lua e espalhava o luar…
Depois!... Como folha solitária,
Ia no solavanco das ondas,
Intrépida, atravessando o mar
E de mim, distanciava mundos.
Era um sonho, ora alegre, ora triste!
Clamor de terra dorida e prazenteira,
No segredo guardado dentro dela,
Onde, parecendo adormecida,
Germina invisível sementeira…
Esquecimento de tudo o que é soturno
Obscuro, insensível e cruel:
Incolores vidas entre névoas errantes
Silêncios trágicos, nevoeiros constantes,
Onde se perdem sonhos e gemem guitarras.
Onde se cantam vitórias e choram desastres,
No mau e bom de todos os contrastes
Jesus Varela