NA OUTRA MARGEM
Atravessei o rio e foi além,
onde sempre cultivei os sonhos,
que ancorei o pensamento…
Meu cais das chegadas e partidas,
entre rostos uniformes e ausentes,
Iguais, num monótono rotinar,
gastando passos sobre passos,
para aquém das próprias vidas!
A pressa, vai ditando o dia a dia…
Fluxo de tempo a passar sem ser sentido,
como as águas do rio que vão correndo
sempre, num caminho já sabido…
Sentada num banco frente ao rio,
revivi um momento que já foi,
alheada de tudo o que mais há,
consciente que a hora era de sonho,
esquecida de mim, agitei asas
e fui ave, e voei, e planei,
lá bem para trás! Leve, com o vento…
Entre as nuvens que passavam,
vi, o sorrir dum olhar vago.
Na névoa cor de rosa,
Reconheci uma face que morreu…
Um lugar é sempre o mesmo,
E aquele é sempre o meu!
Jesus Varela
Atravessei o rio e foi além,
onde sempre cultivei os sonhos,
que ancorei o pensamento…
Meu cais das chegadas e partidas,
entre rostos uniformes e ausentes,
Iguais, num monótono rotinar,
gastando passos sobre passos,
para aquém das próprias vidas!
A pressa, vai ditando o dia a dia…
Fluxo de tempo a passar sem ser sentido,
como as águas do rio que vão correndo
sempre, num caminho já sabido…
Sentada num banco frente ao rio,
revivi um momento que já foi,
alheada de tudo o que mais há,
consciente que a hora era de sonho,
esquecida de mim, agitei asas
e fui ave, e voei, e planei,
lá bem para trás! Leve, com o vento…
Entre as nuvens que passavam,
vi, o sorrir dum olhar vago.
Na névoa cor de rosa,
Reconheci uma face que morreu…
Um lugar é sempre o mesmo,
E aquele é sempre o meu!
Jesus Varela