Escuto algures, ecos nas quebradas.
Solidária com o sofrer do mundo,
num macio amargo de veludo,
choro baixinho, dores adivinhadas…
Impotente, estalo na secura dos estios,
e num encarquilhar velho, de vazios,
ouço-me, a estiolar pelas estradas!
Ontem o dia veio, promessa de luz e cor.
Tudo o que trouxe, deixou…
Com o seu passar, perdeu esplendor.
O que deixara, tirou e levou…
Os meus passos hoje, impressos no chão
duro ou macio, marcam-me o rasto.
O tempo os levará e um dia serão,
em branco, um imenso espaço!